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 Diga Não as Superstições.

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Wilson Moreno



Mensagens : 20
Data de inscrição : 04/03/2014

MensagemAssunto: Diga Não as Superstições.   Seg Abr 21, 2014 10:24 pm

Amuletos, Talismã e Superstições.

1)Vamos fazer um pequeno estudo sobre as questões das superstições, amuletos, crendices e o sobrenatural.
O uso de objetos matérias ou sagrados podem afastar os maus espíritos???
O uso de amuletos, roupas brancas, incenso, velas, imagens de santos, tem alguma ação sobre os espíritos desencarnados???
O uso de exorcismos tem valor???
Vejamos as explicações do Mestre Allan Kardec na Obra o Livro dos Espiritos.

553 - Qual pode ser o efeito das fórmulas e práticas com que algumas pessoas pretendem dispor da cooperação dos Espíritos?

– É o efeito de torná-las ridículas se forem pessoas de boa-fé. Caso contrário, são patifes que merecem castigo. Todas as fórmulas são enganosas; não há nenhuma palavra sacramental, nenhum sinal cabalístico, nenhum talismã que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porque eles são atraídos somente pelo pensamento e não pelas coisas materiais.

553 a - Alguns Espíritos não têm, às vezes, ditado fórmulas cabalísticas?

– Sim, há Espíritos que indicam sinais, palavras esquisitas ou prescrevem alguns atos com a ajuda dos quais fazeis o que chamais de tramas secretas; mas ficais bem certos: são Espíritos que zombam e abusam de vossa credulidade.

554 - Aquele que, errado ou certo, tem confiança no que chama virtude de um talismã, não pode por essa própria confiança atrair um Espírito, já que é o pensamento que age? O talismã não será apenas um sinal que ajuda a dirigir o pensamento?

– É verdade; mas a natureza do Espírito atraído depende da pureza da intenção e da elevação dos sentimentos; portanto, devemos crer que aquele que é tão simples para acreditar na virtude de um talismã não tenha um objetivo mais material do que moral. Além do mais, em todos os casos, isso indica uma inferioridade e fraqueza de idéias que o expõem aos Espíritos imperfeitos e zombeteiros.


Na Revista Espírita de setembro de 1858, encontramos um caso bastante curioso. O Senhor M... havia comprado uma medalha cabalística que continha, nas duas faces, uma multidão de sinais, tais como “planetas, círculos entrelaçados, um triângulo, palavras ininteligíveis e iniciais em caracteres vulgares; além de outros caracteres bizarros tendo qualquer coisa de árabe, tudo disposto de um modo cabalístico no gênero dos livros de mágicos”.

Tendo interrogado uma médium sonâmbula a respeito da natureza da medalha, o Sr. M... obteve da médium a resposta de que a medalha “era composta de sete metais, que pertenceram a Cazotte, e tinha um poder particular para atrair os Espíritos e facilitar as evocações. O senhor de Caudenberg, autor de uma relação de comunicações que teve, disse ele, como médium, com a Virgem Maria, disse-lhe que era uma coisa má, própria para atrair os demônios. A senhorita de Guldenstube, médium, irmã do barão de Guldenstube, autor de uma obra sobre a Pneumatografia ou escrita direta, disse-lhe que ela tinha uma virtude magnética e poderia provocar o sonambulismo.”

Não satisfeito com a resposta da médium, o Sr. M... pediu a opinião de Allan Kardec a respeito do tema e obteve do fundador do Espiritismo a seguinte resposta:

"Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento, e não por objetos materiais que não têm nenhum poder sobre eles. Os Espíritos superiores, em todos os tempos, condenaram o emprego de sinais e de formas cabalísticas, e todo Espírito que lhes atribui uma virtude qualquer, ou que pretenda dar talismãs que aparentem a magia, revela, com isso, sua inferioridade, esteja agindo de boa fé ou por ignorância, em conseqüência de antigos preconceitos terrestres dos quais estejam imbuídos, seja porque queira conscientemente divertir-se com a credulidade, como Espírito zombeteiro. Os sinais cabalísticos, quando não são pura fantasia, são símbolos que lembram as crenças supersticiosas quanto à virtude de certas coisas, como os números, os planetas, e sua concordância com os metais, crenças nascidas nos tempos da ignorância, e que repousam sobre erros manifestos, dos quais a ciência fez justiça mostrando o que eram os pretensos sete planetas, sete metais, etc.
A forma mística e ininteligível desses emblemas tinha por objetivo impor ao vulgo ver o maravilhoso naquilo que não compreendia. Quem estudou a natureza dos Espíritos, não pode admitir racionalmente, sobre eles, a influência de formas convencionais, nem de substâncias misturadas em certas proporções; isso seria renovar as práticas da caldeira dos feiticeiros, de gato preto, de galinha preta e outros feitiços. Não ocorre o mesmo com um objeto magnetizado que, como se sabe, tem o poder de provocar o sonambulismo ou certos fenômenos nervosos sobre a economia; mas, então, a virtude desse objeto reside unicamente no fluido do qual está momentaneamente impregnado e que se transmite, assim, por via mediata, e não em sua forma, em sua cor, nem sobretudo nos sinais com os quais pode estar sobrecarregado.

Um Espírito pode dizer Traçai tal sinal, e a esse sinal reconhecerei que chamais e virei; mas nesse caso o sinal traçado não é senão a expressão do pensamento; é uma evocação traduzida de um modo material; ora, os Espíritos, qualquer que seja sua natureza, não têm necessidade de semelhantes meios para se comunicarem; os Espíritos superiores não os empregam nunca; os Espíritos inferiores podem fazê-lo tendo em vista fascinar a imaginação de pessoas crédulas, que querem ter sob sua dependência.
Regra geral: todo Espírito que liga mais importância à forma do que ao fundo é inferior, e não merece nenhuma confiança, ainda mesmo se, de tempo em tempo, disser algumas coisas boas; porque essas boas coisas podem ser um meio de sedução."


Em O Livro dos Médiuns, no item 282, Kardec novamente interrogou os Espíritos acerca do assunto:

17ª Certos objetos, como medalhas e talismãs, têm a propriedade de atrair ou repelir os Espíritos conforme pretendem alguns?

"Esta pergunta era escusada (desnecessária), porquanto bem sabes que a matéria nenhuma ação exerce sobre os Espíritos. Fica bem certo de que nunca um bom Espírito aconselhará semelhantes absurdidades. A virtude dos talismãs, de qualquer natureza que sejam, jamais existiu, senão, na imaginação das pessoas crédulas."


Ao fazer um estudo sobre os Possessos de Morzine, as causas da obsessão e os meios de combatê-la, na Revista Espírita de dezembro de 1862, o fundador do Espiritismo teve a oportunidade de asseverar:

"Certas pessoas preferem, sem dúvida, uma receita mais fácil para afastar os maus Espíritos: algumas palavras a dizer ou alguns sinais afazer, por exemplo, o que seria mais cômodo do que se corrigir de seus defeitos. Com isso não estamos descontentes, mas não conhecemos nenhum outro procedimento mais eficaz para vencer um inimigo do que ser mais forte do que ele. Quando se está doente, é preciso se resignar a tomar um remédio, por amargo que ele seja; mas também, quando se teve a coragem de beber, como se sente bem, e quanto se é forte!
É preciso, pois, se persuadir de que não há, para alcançar esse objetivo, nem palavras sacramentais, nem fórmulas, nem talismãs, nem quaisquer sinais materiais. Os maus Espíritos disso se riem e se alegram freqüentemente em indicarem que sempre têm o cuidado de se dizer infalíveis, para melhor captar a confiança daqueles que querem enganar, porque então estes confiantes na virtude do procedimento, se entregam sem medo."


E no artigo Causas da obsessão e meios de combate V, da Revista Espírita de maio de 1863, Allan Kardec encerra com maestria: "A pureza de coração e de intenção, o amor de Deus e do próximo, eis o melhor talismã, porque lhes tira todo império sobre as nossas almas".

2) O Espiritismo explica.

O Livro dos Espíritos na questão 533 esclarece.
Qual pode ser o efeito das fórmulas e práticas mediante as quais certas pessoas pretendem dispor da vontade dos Espíritos?

O de torná-las ridículas, se procedem de boa-fé. (...) Não há nenhuma palavra sacramental, nenhum sinal cabalístico, nenhum talismã que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porque estes só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.”
“Aquele que, com ou sem razão, confia no que chama a virtude de um talismã, não pode atrair um Espírito justamente por essa confiança,
(...) essa crença denuncia uma pequenez e uma fraqueza de ideias que favorecem a ação dos Espíritos zombeteiros e imperfeitos.”



Na Revista Espírita de setembro/1858, pp. 393 a 395, há interessante artigo sobre esse tema, com o título: Os Talismãs – MEDALHA CABALÍSTICA.
Nele se diz que um senhor comprara uma medalha com vários sinais gravados nas duas faces, dispostos de modo cabalístico. Médium sonâmbula afirmou que ela “tinha o poder especial de atrair os Espíritos e facilitar as evocações”.
Pediu ao Codificador sua opinião sobre ela e que interrogasse um Espírito superior, sobre seu real valor.
Allan Kardec respondeu-lhe:
Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento, e não pelos objetos materiais, que nenhum poder exercem sobre eles.
Em todos os tempos os Espíritos superiores têm condenado o emprego de sinais e de formas cabalísticas, de modo que todo Espírito que lhes atribuir uma virtude qualquer, ou que pretender oferecer talismãs como objeto de magia, por isso mesmo revelará a sua inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, em consequência de antigos preconceitos terrestres de que ainda se acha imbuído, quer quando, como Espírito zombeteiro, se diverte conscientemente com a credulidade alheia.

Quem quer que tenha estudado racionalmente a natureza dos Espíritos não poderá admitir que, sobre eles, se exerça a influência de formas convencionais, nem de substâncias misturadas em certas proporções; seria renovar as práticas do caldeirão das feiticeiras, dos gatos negros, das galinhas pretas e de outros sortilégios.

Entretanto, para edificação do proprietário da medalha, e para um melhor aprofundamento da questão, na sessão de 17 de julho de 1858 pedimos a São Luís, que conosco se comunica de bom grado sempre que se trata de nossa instrução, que nos desse sua opinião a respeito.
Interrogado sobre o valor da medalha, eis qual foi sua resposta:

‘Fazeis bem em não admitir que objetos materiais possam exercer qualquer influência sobre as manifestações, quer para as provocar, quer para as impedir. Temos dito com bastante frequência que as manifestações são espontâneas e que, além disso, jamais nos recusamos a atender ao vosso apelo. Por que pensais que sejamos obrigados a obedecer a uma coisa fabricada pelos seres humanos?’

P. – Dizem que pertenceu a Cazotte; poderíamos evocá-lo, a fim de obtermos alguns ensinamentos a esse respeito?
Resposta: – Não é necessário; ocupai-vos preferentemente de coisas mais sérias.”

3) Os maus espíritos não têm nenhum poder sobre as pessoas de Bem, os bons pensamentos, os sentimentos elevados e as atitudes corretas e honestas, vão sempre repelir as influências espirituais negativas, o Bem é mais forte que o mal, são as nossas imperfeições morais que atraem os espíritos inferiores, perturbadores e obsessores, portanto, a nossa luta é contra as nossas imperfeições morais, combatendo elas os maus espíritos se afastam gradualmente. Assim como as moscas farejam as chagas do corpo, os maus espíritos farejam as chagas morais da alma, para afastar as moscas basta limpar o corpo das suas impurezas físicas, da mesma forma, a pessoa se depurando das suas impurezas morais, ela consegue repelir os espíritos perturbadores e obsessores.
É na elevação moral dos pensamentos e sentimentos e na prática sincera do Bem e das Virtudes, que está a Defesa psíquica contra os maus espíritos.
Não adianta usar amuletos, talismã, velas, roupas brancas, imagens de santos, palavras sacramentais, sinais cabalísticos, nada disso funciona, tudo reside em nossos pensamentos e sentimentos.


Vejamos agora uma observação muito importante do Professor J. Herculano Pires.

Não se deixe atrair por macumbas e as diversas formas de mistura de religiões africanas com as nossas crendices nacionais.
Não pense que alguém lhe pode tirar a obsessão com as mãos. Os passes têm por finalidade a transmissão de fluidos, de energias vitais e espirituais para fortificar a sua resistência.
Não confie em passes de gesticulação excessiva e outras fantasias. O passe é simplesmente a imposição das mãos, ensinada por Jesus e praticada por Ele. É uma doação humilde e não uma encenação, dança ou ginástica.
Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional.
Estude o Espiritismo e não se deixe levar por tolices.
Dedique-se ao estudo, mas não queira saltar de aprendiz a mestre, pois o mestrado em espiritismo só se realiza no plano espiritual. Na Terra somos todos aprendizes, com maior ou menor grau de conhecimento e experiência.

Como disse Herculano Pires: Não carregue amuletos nem patuás ou colares milagrosos. Tudo isso não passa de superstições provindas de religiões das selvas. Você não é selvagem, é uma criatura civilizada capaz de raciocinar e só admitir a fé racional.
Estude o Espiritismo e NÃO SE DEIXE LEVAR POR TOLICES.
Isso diz tudo.



4) Vejamos as palavras do Mestre Allan Kardec sobre essas questão.

Os Espíritos são atraídos ou repelidos pelo pensamento, e não pelos objetos materiais, que nenhum poder exercem sobre eles.
Em todos os tempos os Espíritos superiores têm condenado o emprego de sinais e de formas cabalísticas, de modo que todo Espírito que lhes atribuir uma virtude qualquer, ou que pretender oferecer talismãs como objeto de magia, por isso mesmo revelará a sua inferioridade, quer quando age de boa-fé e por ignorância, em consequência de antigos preconceitos terrestres de que ainda se acha imbuído, quer quando, como Espírito zombeteiro, se diverte conscientemente com a credulidade alheia.

Quem quer que tenha estudado racionalmente a natureza dos Espíritos não poderá admitir que, sobre eles, se exerça a influência de formas convencionais, nem de substâncias misturadas em certas proporções; seria renovar as práticas do caldeirão das feiticeiras, dos gatos negros, das galinhas pretas e de outros sortilégios.


Uma outra questão importante no estudo do Espiritismo é desenvolver a fé raciocinada, não existem milagres e nem o sobrenatural no Universo, todos os fenômenos espíritas ou psíquicos e físicos são fenômenos Naturais regulados por Leis naturais e imutáveis que são as Leis de Deus o Criador incriado.
Deus não faz milagres.


5) O Espiritismo não tem culto material e nem tem rituais, não prescreve qualquer vestimenta, nem função sacerdotal, não usa imagens, nem faz sacrifícios de animais ou seres humanos, não tem símbolos ou sinais cabalísticos, não faz cerimônias matrimoniais, ou de batismo, nem exorcismo. Resumindo, a Doutrina Espírita tendo como principal objetivo o cultivo dos valores do Espírito é totalmente isenta de atos exteriores. Sua nomenclatura se baseia nas obras da Codificação e suas práticas mediúnicas são executadas dentro de um ambiente evangélico de harmonia e oração, sem qualquer culto exterior ou movimentos e palavreado estereotipados. Suas reuniões mediúnicas são fechadas ao público e conduzidas com rigor, onde não existem velas, cantos, danças, cigarro, bebida ou cobrança de taxas.
Compreende-se, portanto, que qualquer culto que contenha tais práticas, não pode e não deve receber a designação de espírita.


Esse é um resumo dos meus estudos espiritistas, espero ter ajudado em alguma coisa.
Wilson Moreno discípulo do Mestre Allan Kardec.
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